Dexter e seu rap lancinante no aniversário de São Paulo

Foto por Goldem Fonseca

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Ir a um show de rap é se ver confrontado com uma realidade que muitos de nós ignoram ou por ignorância ou falta de informação, o que ainda acaba gerando preconceito por quem não conhece, não teve um contato com sua forte batida pulsante e lancinante letras de ordem e protesto. Algo nada sutil que faz o público pular, cantar e querer invadir o palco por estarem num estado de efervescência contagiante. Como mesmo disse Mariana Bergel, produtora do cantor, “é visceral” logo após descermos do palco.

O show em questão foi do rapper Dexter – Oitavo Anjo e aconteceu na praça Campo de Bagatelle no bairro de Santana. E só mesmo o aniversário de São Paulo e também conhecer quem estava por de trás do show para me proporcionarem tamanha experiência. Do contrário, dificilmente iria a uma apresentação de Hip-Hop por não ser um gênero musical que me agrade, por ser o local da apresentação bem distante de onde conheço e também ser uma região não tão amigável.

Foto por Goldem Fonseca

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Além de tudo, eu estava fora de minha zona de conforto musical por nem mesmo conhecer uma música sequer do cantor em questão e tão pouco sua história, me deixando numa situação sem saber o que esperar. Ainda mais que o palco era simples, apenas com pontos de luzes convencionais, pick-ups dos djs e painel do aniversário da cidade como adornos, o que não ajudava minha imaginação a esquadrinhar o que ocorreria a partir dali.

Entranto, não demorou muito para que eu entendesse o que estava fazendo ali, empunhando uma câmera fotográfica para registrar a conexão entre Dexter e o seu público. Conexão essa que, a cada nova rima e protesto cantados, a sensação era a mesma de ter colocado água para ferver. Começa tudo muito calmo e frio mas quando chega em ponto de ebulição, o vapor subindo, as distinções desaparecem entre ar e água, tudo misturado e em alta temperatura.

Foto por Goldem Fonseca

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Até mesmo digo que fiquei tum tanto receoso quando esse distinção entre palco e plateia, cantor e público desapareceu e o medo de um tumulto generalizado invadisse o palco e acabasse com o show. Entretanto,  logo percebi que era comoção pelo momento em ebulição pois ambos são ou vieram da mesma realidade cantada nos raps do Oitavo Anjo. E essa união é parte do coro que canta por melhores condições de vida, mais respeito, saúde e educação pois também estão, querendo ou não, pessoas de uma maior nação.

Conheça o trabalho de Dexter – Oitavo Anjo

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