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Dagata (Dagata & Os Aluízios) e as impressões sobre a gravação do clipe “Faça o favor”

dada

No final de semana passado, os amigos da banda Dagata & Os Aluízios deu continuidade ao processo de produção de seu novo trabalho “Tererephonia“. Do começo do ano até o momento foram gravação de CD e vídeo dos bastidores, sessão de fotos e a etapa dessa veza foi a gravação do clipe da música de trabalho “Faça o favor”.

Mesmo estando presente no dia, também como convidado para figuração, só consegui chegar ao final da gravação pois voltava de Campo Grande, já que no dia anterior teve o Molho Cultural. Queria ter feito entrevistas com os envolvidos, não consegui e tão pouco conseguiria dar minhas impressões desse movimento tão bacana pois, como dito, já era o final da gravação. De qualquer maneira, pedi gentilmente ao amigo Dagata (vocalista) que escrevesse um texto sobre suas impressões desse momento único para a banda.

O clipe ainda não tem data para ir ao ar. Assim que tivermos novidades, publicaremos no Bom Tom.

Veja o relato:

A ideia do videoclipe veio do Antônio Porto, produtor do Tereréfonia. Pra ele, a música “Faça o favor” deveria ser a música de trabalho. Desde o início, ficou encantado com os vocalizes e com a própria estrutura melódica da canção. Composta por mim e pelo Paulo Portuga, é fato a música ser um pop rock nacional aos modos das décadas de 1980 e 1990. Isso chamou a atenção do Antônio, e nós compramos a ideia. Finalizadas as gravações, partimos para a execução do videoclipe.

Já havia um roteiro pronto, elaborada pela Lara Layali, minha ex companheira, inspiradora da música. A Tatiana Varela – esposa do Fabrício Borges, os dois da Punto Áureo fotografia e audiovisual -, readaptou o roteiro e desenhou em quadrinhos a estorinha. Com o roteiro refeito, partimos para as gravações. Conseguimos o espaço da cobertura do edifício Adelina Rigotti pra fazer a cena com a banda e com alguns figurantes, todos nossos amigos.
Meu filho Yuri Gabriel e a estudante de artes cênicas Fernanda Mirela foram os protagonistas do clipe. Foram gravadas cenas de um casal brigando e namorando, em locações diferentes, como na minha casa, na pedreira, no meio da rua. Também há cenas da banda caminhando, e tocando na cobertura do edifício Adelina Rigotti.

As impressões foram as melhores possíveis. Finalizamos as gravações na segunda com uma cena minha de rua. Todos os amigos participaram, isso foi muito bacana, sinal que tem gente torcendo pelo projeto. Agora é esperar ficar pronto e difundir o máximo que der, fazer chegar no ouvido das pessoas.

Dagata

Lembrando apenas que Dagata já passou pelo Bom Tom para falar a respeito desse mesmo trabalho. Na época conversamos sobre o que estava por vir e suas próprias expectativas e cantou as inéditas “Serpenteava o trem” e “Ponta Porã a Amsterdã”. Confira os vídeos abaixo.

 

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Baixe a nova música do 5 a Seco.

5aseco

Os meninos do grupo paulistano 5 a Seco liberaram para baixar gratuitamente, através do site Natura Musical, a nova música “Geografia sentimental”, esta que integrará o próximo disco “Policromo”, que sairá logo em breve.

Segundo eles próprios, “Geografia sentimental é “uma canção em plano sequência, um passeio pela cidade imaginária de nossos afetos”, define o coletivo de compositores. A música foi composta por Leo Bianchini e Vinicius Calderoni, que gravaram violão e as vozes (Bianchini assumiu a bateria também), ao lado de Pedro Altério (baixo) e Tó Brandileone (guitarras e percussão), além do coro formado pelos cinco integrantes.”

Para quem ainda não conhece 5 a Seco,  é um coletivo de compositores multifuncionais e que cada um dos integrantes tem a sua carreira solo formado por Leo Bianchini, Pedro Altério, Pedro Viáfora, Tó Brandileone e Vinicius Calderon. Uniram-se para compor o trabalho em grupo, que resultou no cd/DVD “Ao vivo no Ibirapuera” (2012), e para também dar maior visibilidade para o trabalho individual de cada integrante.

Baixe a música acessando o link http://bit.ly/1knt1wl

Uma dica para quem ainda não se ligou: tem uma música deles na trilha sonora na novela “Em família”. Veja abaixo o vídeo “Pra você dar nome”:

 

 

E a produção musical do seu Estado? Conhece?

Jerry Espíndola & Pétalas de Piche

Jerry Espíndola & Pétalas de Piche (por Gabi Dias)

Uma das coisas mais interessantes em lidar com Bom Tom, pelo menos pra mim, é o fato de desmistificar o fato de que Mato Grosso do Sul tem produção musical estagnada, sem relevância e qualidade, que apenas exporta música enlatada. Pura desatenção de todos nós e feliz daqueles que conhecem esse prolífico cenário diverso, seja por estarem inseridos no grupo certo seja por terem “esbarrado” com tais músicos/bandas em festas ou bares.

Para dizer a verdade, eu mesmo tinha esse pré-conceito e era simplesmente por puro desconhecimento e preguiça, afinal não nos falta meios para conhecer novos nomes da música brasileira. Então, a partir do momento em que me abri a isso, procurar e conhecer a música local, caiu por terra o meu descontentamento por achar que apenas grupos diminutos faziam trabalho autoral de qualidade e a maioria das bandas/músicas existiam para animar festas dos que saem simplesmente para beber e não necessariamente ouvir música.

Entretanto, engana-se quem acha que essa é uma situação destinada apenas aos Estados menos favorecidos econômico e (dito!) culturalmente. Como exemplo, cito quando estive na cidade de São Paulo fazendo um curso de Jornalismo Cultural e, em dado momento, descobri que a maioria dos presentes, assim como outros conhecidos da cidade, nunca tinham ouvido falar do trabalho de alguns grupos paulistas que para nós, aqui do MS, já tínhamos conhecimento pleno. Mesmo depois de um amigo me dizer que, apesar de ser uma cidade com maior número de eventos culturais, algumas coisas ainda ficam destinadas a grupos restritos, isso me intriga.

Voltando ao MS, e já que o assunto é sobre o que de bom aqui tem, não é preciso ir muito longe para encontrar bons nomes. Jennifer Magnética, Giani Torres, Dagata e os Aluízios, Leandro Perez, Dombraz, Sarravulho, Jerry Espíndola & Pétalas de Piche, Guilherme Rondon, Sampri, Geraldo Espíndola, Hermanos Irmãos Trio, Sofia Basso, Guilherme Cruz . Isso para dizer apenas alguns, mais necessariamente os primeiros que me passaram pela mente. Por enquanto, apenas por enquanto, acho que é o suficiente para desmistificar a cultura musical diversa sul mato-grossense. Se fizer o favor de pesquisar a respeito desses nomes citados, verá que não são de um gênero só. Temos por aqui samba, rock, mpb, jazz, folk. Infelizmente, ainda essa produção prolífica do MS é de conhecimento de poucos e faz com que muitos artistas ou desaninem ou desistam pois público restrito não gera locais o suficiente para escoarem e darem vida longa ao trabalho que produzem.

Isso tudo me leva a questionamentos para os quais, por hora, não tenho respostas (quem a tiver, por favor, me responda!). Será que estamos “escondendo” alguns nomes, que poderiam ser mais amplamente conhecidos, com medo de que percam qualidade?; será que realmente não existem meios o suficiente para dar vazão a tanta coisa boa? ou será que ainda temos a esperança que a mídia facilitada e massificada nos apresentar tais nomes tão logo? ou será que falta melhor utilizarmos os meios existente e super acessíveis?; será que não “endeusamos” em demasia os clássicos da MPB, a ponto de relegar o restante a subcategorias e descrente, mesmo tendo qualidade o suficiente?; será que realmente estamos interessados em conhecer nossa própria produção musical?

Dagata e os Aluízios (por Punto Aureo Estudio )

Dagata e os Aluízios (por Punto Aureo Estudio )

Dexter e seu rap lancinante no aniversário de São Paulo

Foto por Goldem Fonseca

Foto por Goldem Fonseca

Ir a um show de rap é se ver confrontado com uma realidade que muitos de nós ignoram ou por ignorância ou falta de informação, o que ainda acaba gerando preconceito por quem não conhece, não teve um contato com sua forte batida pulsante e lancinante letras de ordem e protesto. Algo nada sutil que faz o público pular, cantar e querer invadir o palco por estarem num estado de efervescência contagiante. Como mesmo disse Mariana Bergel, produtora do cantor, “é visceral” logo após descermos do palco.

O show em questão foi do rapper Dexter – Oitavo Anjo e aconteceu na praça Campo de Bagatelle no bairro de Santana. E só mesmo o aniversário de São Paulo e também conhecer quem estava por de trás do show para me proporcionarem tamanha experiência. Do contrário, dificilmente iria a uma apresentação de Hip-Hop por não ser um gênero musical que me agrade, por ser o local da apresentação bem distante de onde conheço e também ser uma região não tão amigável.

Foto por Goldem Fonseca

Foto por Goldem Fonseca

Além de tudo, eu estava fora de minha zona de conforto musical por nem mesmo conhecer uma música sequer do cantor em questão e tão pouco sua história, me deixando numa situação sem saber o que esperar. Ainda mais que o palco era simples, apenas com pontos de luzes convencionais, pick-ups dos djs e painel do aniversário da cidade como adornos, o que não ajudava minha imaginação a esquadrinhar o que ocorreria a partir dali.

Entranto, não demorou muito para que eu entendesse o que estava fazendo ali, empunhando uma câmera fotográfica para registrar a conexão entre Dexter e o seu público. Conexão essa que, a cada nova rima e protesto cantados, a sensação era a mesma de ter colocado água para ferver. Começa tudo muito calmo e frio mas quando chega em ponto de ebulição, o vapor subindo, as distinções desaparecem entre ar e água, tudo misturado e em alta temperatura.

Foto por Goldem Fonseca

Foto por Goldem Fonseca

Até mesmo digo que fiquei tum tanto receoso quando esse distinção entre palco e plateia, cantor e público desapareceu e o medo de um tumulto generalizado invadisse o palco e acabasse com o show. Entretanto,  logo percebi que era comoção pelo momento em ebulição pois ambos são ou vieram da mesma realidade cantada nos raps do Oitavo Anjo. E essa união é parte do coro que canta por melhores condições de vida, mais respeito, saúde e educação pois também estão, querendo ou não, pessoas de uma maior nação.

Conheça o trabalho de Dexter – Oitavo Anjo

Emicida, coesão e dinâmica

emicida-crisantemo

Resolvi dar uma chance (como se minha atenção fosse fazer falta!) ao trabalho do rapper Emicida no começo desse último dezembro e, consequentemente, ao seu último trabalho “O glorioso retorno de quem nunca esteve aqui”. Sempre o via em alguns programas de TVs, ou ouvia falar sobre o seu trabalho através de alguns amigos e conhecidos, mas nem sua cara de bom moço me despertava a curiosidade. Eu não entendia a comoção diante do trabalho desse cara. Talvez ou por nunca o gênero hip hop me atrair ou por que, nesses últimos tempos, eu estar absorto em jazz. Muitos talvez e pouca resposta. O que importa, mesmo, é que nunca dei bola e tão pouco quero ficar me redimindo aqui. Até mesmo porque só dei essa “chance” após ver seu último trabalho

nas listas dos melhores discos de 2013. E do alto do meu pré e preconceito e falta de conhecimento, fiquei muito curioso e de “nariz torcido” para saber o que realmente levou um disco de hip-hop a ser considerado um dos melhores do ano.

Falha minha. Foi um tapa na cara e uma grata surpresa!

Estava gostando das misturas sonoras em suas músicas, R&B, rock, samba, e pensei que fosse ficar nessa bela mistureba que o Hip Hop, pelo o pouquíssimo que conheço, sabe fazer para deixar fluir a letra de seu rap. Mas nada que me surpreendesse, que “estourasse minha cabeça”. Até tocar “Crisântemo”. Quando tocou “Crisântemo”, continuou a tocar por muitas vezes.

Reouvindo-na agora, após ver o clipe,  a minha sensação não mudou: foi a de ouvir não simplesmente um música bem produzida, mas, sim, uma trilha sonora de uma história dramática e trágica. As notas chorosas (sic!) do choro no violão e no cavaquinho; o ritmo dramático bem marcado pelo tamborim, surdo e outros elementos percussivos; o elementos eletrônicos etéreos; a certeira interpretação da letra acompanhado a dinâmica da música são de uma coesão certeira. E essa sensação aumenta ao ouvir a triste narração ao final da canção.

 

Ouça Crisântemo https://soundcloud.com/emicidacachoeira/emicida-crisantemo

Veja o clipe de Crisântemo

Feliz ano novo e um próspero 2014

Fim-de-anoA equipe do Bom Tom deseja a todos um feliz natal e um próspero 2014. E que no ano de 2014 possamos entrevistar mais e mais cantores e bandas, ou do Mato Grosso do Sul ou do Brasil, para que consigamos difundir e democratizar ainda mais o acesso à boa música.

Para alegrar essa nossa felicitação, com presente de natal Simão Gandhy gravou uma bela versão de “Jingle Bells”. E qu

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