Tag Archive | dave brubeck

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100 maiores músicas de jazz

Thelonious Monk e sua Town Hall Band durante ensaio. (W. Eugene Smith)

Thelonious Monk e sua Town Hall Band durante ensaio. (W. Eugene Smith)

Thelonious Monk (foto), Charlie Parker, Louis Armstrong, Mile Davis, Dave Brubeck, Duke Ellington, John Coltrane, Chick Corea, Bill Evans, Cannonball Adderley. Preciso dizer mais alguma coisa? Para quem não conhece, esse nomes citados são apenas alguns do grandes nomes do jazz e estão na lista. Ou seja, uma ótima oportunidade para conhecer clássicos Para quem é fã de jazz ou está a fim de conhecer, essa lista feita pelo site Deezer é uma ótima oportunidade para conhecer ou simplesmente reouvir clássicos desse gênero.

Ouça gratuitamente http://www.deezer.com/playlist/519286473

Elvis Presley e o nascimento do rock’n’roll

(Alfred Wertheimer)

(Alfred Wertheimer)

Em 1956, um assessor de imprensa da RCA Records não tinha ainda nenhum registro de um certo cantor desconhecido chamado Elvis Presley e contratou o fotógrafo Alfred Wetheimer para fazer fotos da apresentação no programa Stage Show no canal CBS. Após fotografa-lo durante o ensaio e show, Wetheimer fez registros dos bastidores, na intenção de mostrar o artista em situações mais tranquilas. Após isso, o fotógrafo conseguiu que Elvis o deixasse acompanha-lo por mais alguns momentos, como gravação em estúdio ou voltando para casa de trem, quando ainda podia circular livremente. Conseguindo, então, registros mais íntimos de um cantor que se tornaria “rei” logo em breve e também o único a conseguir essa aproximação com o futuro astro.

As fotos dessa galeria estão no livro  Elvis and the Birth of Rock and Roll de Alfred Wetheimer (Editora Taschen).Se tiver $ 700 disponíveis, clique no link para adquiri-lo http://bit.ly/1mh09u0

Veja a galeria e mais detalhes em http://bit.ly/Elvis_Alfred

Popular SA

2013-04-23-mc-anita-babado-e-confusao-querida-4

A site da revista Exame publicou um artigo interessante a respeito de como são fabricados os artistas populares no Brasil. E como todos imaginam, essa produção em massa desses artistas se assemelha ao ritmo e funcionamento de qualquer empresa, em que objetivos e metas financeiras são traçadas e aonde o talento musical ou artístico é o que menos importa.

Separei trechos que confirmam o dito acima.

” No universo pop, qualidade musical e talento não são sinônimos. A afinação da voz, a riqueza da letra ou a complexidade da composição em geral importam menos que o corpo sarado, o volume alto e o refrão pegajoso”

”  Uma vez descobertos por empresários e produtores, os amadores talentosos recebem um investimento, como ocorreu com Anitta, para aprimorar aspectos técnicos. Para alcançar o estrelato profissional, os projetos de astro passam por um processo de fabricação, muitas vezes intenso, cheio de frustrações e sem garantia de recompensa no final.”

Não é nenhuma novidade, claro. Afinal é parte de uma indústria do entretenimento que sempre existiu e existirá. Para não acharmos que isso é característica de nosso tempo frenético, esse tipo de comercialização já existia, para citar um exemplo apenas, desde os primórdios do Jazz, gênero hoje de nicho. O jazz só tomou popularidade a partir do momento em que foi se misturando ao ritmos mais populares e, então, conseguia lotar de jovens salões de show em Nova Iorque. Talvez estejamos em tempos mais preocupantes quanto ao rumo da música, já que o problema não é ser popular mas, sim, de má qualidade. Porém, é assunto para outra discussão.

Leio o artigo do site Exame http://abr.ai/1eH2F7a

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Jazz com Jamie Cullum na BBC Radio de Londres

radioJC

O cantor e pianista Jamie Cullum, que mistura jazz com música pop e rock brilhantemente, regularmente tem um programa de rádio pela BBC Radio de Londres em que mostra seu amor pelo jazz assim como apresenta novos nomes desse cenário ou com entrevistas ou sessões ao vivo. Nesse último programa, além de tocar suas canções clássicas prediletas, Jamie apresenta trabalhos interessantes que estão para sair nos próximos meses.

Clique no link para ouvir http://bit.ly/JamieCullumBBC

Entre eles está o novo trabalho do pianista Brad Melhdau em parceria com o baterista Mark Guiliana, o disco “Taming the Dragon”. Interessante notar que Brad deixa um pouco de lado o piano orgânico para dar espaço a sintetizadores e um piano elétrico Fender Rhodes. Veja o clipe dessa música aqui (gravado ao vivo).

100 anos de samba no Canal Brasil

cSerá que o nosso Samba irá ganhar um belo documentário aos moldes de “Jazz” de Ken Burns? Desvendando os primórdios, seus grandes compositores e falando de sua influência na cultura brasileira? Com vários episódios? Espero que sim. Pelo menos, é o que promete ao ler (parte) da sinopse:

“O programa levanta discussões sobre a história e as influências do gênero, considerado um patrimônio cultural do país desde 2007. A série é assinada pelo jornalista Guilherme Bryan e pautada pelo crítico musical Tárik de Souza, apresentador do MPBambas.”

Estreia domingo, dia 26, às 21:30 no Canal Brasil

Clique no link para ter mais informações http://bit.ly/100anosdesamba

Michel Gondry e comercial para a Gillete

Michel GondryNão bastasse ter dirigido um de meu filmes de prediletos (Brilho eterno de uma mente sem lembrança) Michel Gondry produziu um comercial para a Gillete  em que fez música com som de atletas malhando. Sons mixados de pessoa pulando corda, socando um saco de pancada, levantando peso e etc, dentro de um andamento de tempo, resultaram em música. Não é nada novo, claro, essa coisa de juntar elementos inesperados para construir um música. É só vermos, para ficarmos num exemplo só, uma apresentação do grupo Stomp, com suas músicas feitas com vassouras, latões, pés, jornais, e perceberemos que esse recurso já é usado desde muito tempo atrás.

O motivo que me fez escolher esse comercial, é pelo fato de que um dos exercícios que se pratica em educação musical é o de percepção sonora, para que aprenda a “afinar” o ouvido e conseguir distinguir os sons ao nosso redor. Isso me faz lembrar de uma entrevista com o lendário pianista de jazz Dave Brubeck* em que dizia notar sons ao redor, pra outros ruídos, o seu andamento, imagina-los dentro de um compasso e criar melodias mentalmente com isso.

Obs: não pude encontrar o vídeo da  entrevista com Dave Brubeck em nenhum site para posta-la aqui. No entanto, se quiseres assisti-la, a entrevista faz parte da edição especial do disco “Time Out – Legacy Edition” lançada em 2009, contendo dois Cds (estúdio e ao vivo) e o DVD contendo a entrevista, lançado em comemoração aos 50 anos de lançamento do mesmo.

Veja o comercial feito para Gillete