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Resenha da eclética guitarra Gibson ES-335

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O que Neil Young, Marco Tulio (Jota Quest), Marcos Ottaviano (Blue Jeans), Mark Knopfler, Eric Clapton, Eric Johnson, Dava Grohl (Foo Fighters), Chuck Berry tem em comum? Todos tocam e são fãs do modelo Gibson ES-335, modelo semi-acústico com mais de 50 anos de história. E Simão Gandhy faz a resenha dessa bela e eclética guitarra.

A Gibson ES-335 é uma semi-acústica que tem partes ocas e um bloco solido no centro para reduzir a realimentação de som em altos volumes. É uma guitarra que tem fãs em vários estilos como no blues, rock, jazz. Tem voltado a aparecer com muita frequência em novas bandas devido ao visual retro que está em alta. As características sonoras desta guitarra são conhecidas pela sonoridade “doce” de som, um grave encorpado que conquista ouvintes de vários estilos.

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Antes que fiquemos sem música

CoolB4MD banner

Recentemente vi esse documentário Before the music dies (2006), dirigido por Andrew Shapter. Por mais que seja bom, com opiniões convincentes e pertinentes de muitos grandes cantores e produtores, eu o achei datado por tratar dos excessos da indústria musical norte-americana e seus enlatados, algo que já é sabido por todos. Por nivelar por baixo e produzir músicas e artistas/bandas seguindo roteiros e fórmulas prontas e com excessivos retoques em pós produção. Sem contar que fazem um apanhado do que é essa tal indústria, a criticam mas não apresentam soluções para que melhores cantores tenham mais espaço entre tantos pasteurizados.

Sola de sapato gasta de tanto rock’n’roll

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Foto por Punto Aureo Estudio

Enquanto Tereréfonia, produzido por Toninho Porto, segundo álbum da banda Dagata e os Aluízios não fica pronto, para nossa alegria foi liberado um vídeo de bastidores da gravação do mesmo, em que a música mostrada é um versão crua de “Sapato gasto”, captada diretamente da caixa de som  pelo pessoal do pessoal do Punto Aureo Estudio, que está produzindo os vídeos. Um bom rock’n’roll com riffs de guitarra bem marcante.

Veja mais sobre Dagata no Bom Tom

Álbuns de jazz desse começo de ano

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No quesito música internacional, a NPR (National Public Radio) tem me servido de base para conhecer nomes de vários gêneros musicais que possivelmente não conheceria por muitas vezes não serem bandas/cantores conhecidos pelo grande público, mas não de menor qualidade musical. No começo de fevereiro, Patrick Jarenwattananon, jazzista e editor do A Blog Supreme, seção de jazz da NPR, selecionou 5 bons discos lançados nesse começo de 2014.

Clique no link e confira http://n.pr/1fQ0j4E

O fim da fidelidade musical

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Essa reportagem O fim da alta fidelidade, por Robert Levine, lançada em 2008 na revista Rolling Stone até parece, nas devidas proporções, conversa que sempre tenho com o amigo Simão Gandhy durante as gravações do Bom Tom. Sempre falamos o quanto os arquivos em mp3 limam todas as nuances de uma música, fazendo com que percamos características preciosas de uma produção musical. E o quanto é gratificante e gostoso ouvir música em alta qualidade para que consigamos sentir melhor a dinâmica instrumental e vocal do que se ouve. E, claro, isso o mp3 e muito menos as caixinhas do pc do pc ou fones de ouvidos de má qualidade que encontramos por aí nos permitem tal qualidade.

No caso do texto da revista, o assunto foi mais aprofundado. Nos dá detalhes que confirmam essa nossa suspeita de baixa fidelidade sonora nos arquivos digitais, por utilizarem técnicas de compressão dinâmica “que reduz a diferença entre os sons mais altos e os mais suaves em uma música”. Como mesmo dito, uma “guerra sonora” que nos causa fadiga auditiva por nivelarem pelo alto (e isso não é bom!), no caso, nivelam pelo mais alto volume e perdendo definição. O trecho abaixo nos mostra um pouco disso que estamos falano.

Assim como os cds acabaram com o vinil e com as fitas cassete, o MP3 e outros formatos digitais estão rapidamente derrubando os CDs como a forma mais popular de se ouvir música. Isso significa mais conveniência, mas som pior. Para criar um MP3, o computador copia a música de um CD e a comprime em um arquivo menor, excluindo a informação musical que o ouvido humano tem menos probabilidade de perceber. Muita informação eliminada está nos extremos do espectro, por isso o MP3 parece não ter nuances. O produtor Rob Cavallo diz que os MP3s não reproduzem bem a reverberação, e a falta de detalhes torna o som “quebrado”. Sem sons graves suficientes, ele diz, “não há força. O som do bumbo da bateria diminui, assim como a forma como o alto-falante é empurrado quando o guitarrista toca um acorde mais forte”.

Leia a reportagem completa http://bit.ly/1hUqmgb

Dissecando a stratocaster Fender SRV

steve

Damos início a uma série de resenhas de guitarras. Simão Gandhy se propôs a não só falar sobres as características físicas como também sobre as especificidades do instrumento, o que muda consideravelmente a percepção de uma guitarra pois auxilia a encontrar a melhor timbre ao saber como funciona. Nesse primeiro, Simão disseca a tão famosa guitarra Fender Stratocaster SRV do igualmente famoso guitarrista bluseiro Steve Ray Vaughan. Foi plugada ao amplificador Trademark 10 da Tech 21 e que, por sua vez, foi ligado diretamente na placa de som. Ou seja, todo timbre e efeito saíram diretamente do conjunto guitarra+amp sem embelezamento em pós produção.

A preferência por não simplesmente mostrar as características físicas, além de já existirem vários online, é por que um instrumento reage diferente a cada situação, a cada amplificador em que é plugado. Dependendo da forma como é microfonada ou ligada em linha, a guitarra reage de uma maneira específica, o que muda suas características sonoras. Inclusive a equalização de um instrumento muda de som conforme a mão que o toca, por isso uma resenha deve ser mais detalhada.

Nas palavras do próprio Simão:

Por curiosidade, foi a minha primeira guitarra americana de alto padrão. Data de 1996  e já percorreu boa parte do Brasil em shows e workshops; foi à Argentina voltou e está sempre firme e forte. Típico instrumento que quando cai, você ajunta, afina e vai tocar. Sendo, assim, uma ótima companheira de estrada.

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Ver, ler, ouvir

100 maiores músicas de jazz

Thelonious Monk e sua Town Hall Band durante ensaio. (W. Eugene Smith)

Thelonious Monk e sua Town Hall Band durante ensaio. (W. Eugene Smith)

Thelonious Monk (foto), Charlie Parker, Louis Armstrong, Mile Davis, Dave Brubeck, Duke Ellington, John Coltrane, Chick Corea, Bill Evans, Cannonball Adderley. Preciso dizer mais alguma coisa? Para quem não conhece, esse nomes citados são apenas alguns do grandes nomes do jazz e estão na lista. Ou seja, uma ótima oportunidade para conhecer clássicos Para quem é fã de jazz ou está a fim de conhecer, essa lista feita pelo site Deezer é uma ótima oportunidade para conhecer ou simplesmente reouvir clássicos desse gênero.

Ouça gratuitamente http://www.deezer.com/playlist/519286473

Elvis Presley e o nascimento do rock’n’roll

(Alfred Wertheimer)

(Alfred Wertheimer)

Em 1956, um assessor de imprensa da RCA Records não tinha ainda nenhum registro de um certo cantor desconhecido chamado Elvis Presley e contratou o fotógrafo Alfred Wetheimer para fazer fotos da apresentação no programa Stage Show no canal CBS. Após fotografa-lo durante o ensaio e show, Wetheimer fez registros dos bastidores, na intenção de mostrar o artista em situações mais tranquilas. Após isso, o fotógrafo conseguiu que Elvis o deixasse acompanha-lo por mais alguns momentos, como gravação em estúdio ou voltando para casa de trem, quando ainda podia circular livremente. Conseguindo, então, registros mais íntimos de um cantor que se tornaria “rei” logo em breve e também o único a conseguir essa aproximação com o futuro astro.

As fotos dessa galeria estão no livro  Elvis and the Birth of Rock and Roll de Alfred Wetheimer (Editora Taschen).Se tiver $ 700 disponíveis, clique no link para adquiri-lo http://bit.ly/1mh09u0

Veja a galeria e mais detalhes em http://bit.ly/Elvis_Alfred

Popular SA

2013-04-23-mc-anita-babado-e-confusao-querida-4

A site da revista Exame publicou um artigo interessante a respeito de como são fabricados os artistas populares no Brasil. E como todos imaginam, essa produção em massa desses artistas se assemelha ao ritmo e funcionamento de qualquer empresa, em que objetivos e metas financeiras são traçadas e aonde o talento musical ou artístico é o que menos importa.

Separei trechos que confirmam o dito acima.

” No universo pop, qualidade musical e talento não são sinônimos. A afinação da voz, a riqueza da letra ou a complexidade da composição em geral importam menos que o corpo sarado, o volume alto e o refrão pegajoso”

”  Uma vez descobertos por empresários e produtores, os amadores talentosos recebem um investimento, como ocorreu com Anitta, para aprimorar aspectos técnicos. Para alcançar o estrelato profissional, os projetos de astro passam por um processo de fabricação, muitas vezes intenso, cheio de frustrações e sem garantia de recompensa no final.”

Não é nenhuma novidade, claro. Afinal é parte de uma indústria do entretenimento que sempre existiu e existirá. Para não acharmos que isso é característica de nosso tempo frenético, esse tipo de comercialização já existia, para citar um exemplo apenas, desde os primórdios do Jazz, gênero hoje de nicho. O jazz só tomou popularidade a partir do momento em que foi se misturando ao ritmos mais populares e, então, conseguia lotar de jovens salões de show em Nova Iorque. Talvez estejamos em tempos mais preocupantes quanto ao rumo da música, já que o problema não é ser popular mas, sim, de má qualidade. Porém, é assunto para outra discussão.

Leio o artigo do site Exame http://abr.ai/1eH2F7a

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Jazz com Jamie Cullum na BBC Radio de Londres

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O cantor e pianista Jamie Cullum, que mistura jazz com música pop e rock brilhantemente, regularmente tem um programa de rádio pela BBC Radio de Londres em que mostra seu amor pelo jazz assim como apresenta novos nomes desse cenário ou com entrevistas ou sessões ao vivo. Nesse último programa, além de tocar suas canções clássicas prediletas, Jamie apresenta trabalhos interessantes que estão para sair nos próximos meses.

Clique no link para ouvir http://bit.ly/JamieCullumBBC

Entre eles está o novo trabalho do pianista Brad Melhdau em parceria com o baterista Mark Guiliana, o disco “Taming the Dragon”. Interessante notar que Brad deixa um pouco de lado o piano orgânico para dar espaço a sintetizadores e um piano elétrico Fender Rhodes. Veja o clipe dessa música aqui (gravado ao vivo).

100 anos de samba no Canal Brasil

cSerá que o nosso Samba irá ganhar um belo documentário aos moldes de “Jazz” de Ken Burns? Desvendando os primórdios, seus grandes compositores e falando de sua influência na cultura brasileira? Com vários episódios? Espero que sim. Pelo menos, é o que promete ao ler (parte) da sinopse:

“O programa levanta discussões sobre a história e as influências do gênero, considerado um patrimônio cultural do país desde 2007. A série é assinada pelo jornalista Guilherme Bryan e pautada pelo crítico musical Tárik de Souza, apresentador do MPBambas.”

Estreia domingo, dia 26, às 21:30 no Canal Brasil

Clique no link para ter mais informações http://bit.ly/100anosdesamba

Michel Gondry e comercial para a Gillete

Michel GondryNão bastasse ter dirigido um de meu filmes de prediletos (Brilho eterno de uma mente sem lembrança) Michel Gondry produziu um comercial para a Gillete  em que fez música com som de atletas malhando. Sons mixados de pessoa pulando corda, socando um saco de pancada, levantando peso e etc, dentro de um andamento de tempo, resultaram em música. Não é nada novo, claro, essa coisa de juntar elementos inesperados para construir um música. É só vermos, para ficarmos num exemplo só, uma apresentação do grupo Stomp, com suas músicas feitas com vassouras, latões, pés, jornais, e perceberemos que esse recurso já é usado desde muito tempo atrás.

O motivo que me fez escolher esse comercial, é pelo fato de que um dos exercícios que se pratica em educação musical é o de percepção sonora, para que aprenda a “afinar” o ouvido e conseguir distinguir os sons ao nosso redor. Isso me faz lembrar de uma entrevista com o lendário pianista de jazz Dave Brubeck* em que dizia notar sons ao redor, pra outros ruídos, o seu andamento, imagina-los dentro de um compasso e criar melodias mentalmente com isso.

Obs: não pude encontrar o vídeo da  entrevista com Dave Brubeck em nenhum site para posta-la aqui. No entanto, se quiseres assisti-la, a entrevista faz parte da edição especial do disco “Time Out – Legacy Edition” lançada em 2009, contendo dois Cds (estúdio e ao vivo) e o DVD contendo a entrevista, lançado em comemoração aos 50 anos de lançamento do mesmo.

Veja o comercial feito para Gillete

Bate-papo com Giani Torres

batepapo

Bate-papo com Giani Torres, ou seja, com muita alegria a entrevistei pela segunda vez. Para quem não lembra, Giani foi a entrevistada no programa de estréia do Bom Tom, gravado em abril e lançado em junho desse ano, quando foi gravado no Teatro Municipal de Dourados. Infelizmente, o único que conseguimos fazer naquele belo local e, diferente da parte musical que hoje publicamos, também gravamos a apresentação de Giani com sua banda. Em breve voltaremos a gravar com banda completa e não vai demorar muito.

Nessa conversa, falamos sobre as diferenças entre a gravação de seu primeiro disco (“Pra falar de coisa simples”) para o segundo (“Como bolhas, água e sabão”) trabalho que está finalizando nesses meses que seguem, para ser lançado ainda no primeiro semestre de 2014. Como, de um disco para o outro, sua confiança aumentou em saber melhor que procurar para incrementar a sua própria sonoridade, fazer parcerias com compositores e músicos do Mato Grosso do Sul, e principalmente em ter a coragem de gravar trabalhos de terceiros que tanto admira.

[DEVIDO A PROBLEMAS AO ENVIAR O VÍDEO AO YOUTUBE, O MESMO FOI INCOMPLETO. NESTE EXATO MOMENTO ESTÁ SENDO ENVIANDO UM ARQUIVO BOM.]

Veja a primeira entrevista com Giani Torres abaixo:

[+] Ouça o trabalho Giani Torres http://www.gianitorres.tnb.art.br

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Vídeos-aulas que já produzimos

foto4Para reiniciar a publicação de videos-aula, coloco aqui a lista de todas as aulas em vídeos já produzidas por nós do Bom Tom.

O nosso intuito é o de democratizar o aprendizado musical e auxiliar aqueles que estão aprendendo a tocar algum instrumento musical. Digo e enfatizo em ser um auxílio por não objetivarmos nos tornar uma escola de música, já que ser uma escola pressupõe, no mínimo, ter o acompanhamento de um professor e que todo tema abordado seja gradativo, que não é o nosso caso, infelizmente. Tanto que, por mais que abordemos assuntos que tenham continuidade, nossas aulas são para alunos já iniciados e compreendam o básico de seu instrumento e teoria musical. Entretanto, quem tiver dúvida ou queria sugerir um tema, não se acanhe e entre em contato pelo pbomtom@gmail.com ou faça um comentário lá no Youtube (/canalbomtom).

Sempre que possível, nossas aulas serão publicadas ou na quinta-feira ou sexta-feira, semanal ou quinzenalmente.

[+] Aulas com Simão Gandhy (guitarra)

[+] Aulas com Big Louis (guitarra)

[+] Aulas com Gustavo Stefanello (música eletrônica)

[+] Aulas com André Matos Moreira